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Fábio Borba

Psicólogo Clínico

CRP 06/122988

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IDOSO

 

Sabemos que o envelhecimento é um processo, é necessário olhar para este processo com muito carinho e muito cuidado, um dos cuidados primordiais são os aspectos sociais vivenciados na trajetória deste individuo, não só no contexto do processo de envelhecimento, mas como forma de prevenção é necessário cuidar das inter-relações pessoais desde sempre.

 

Dentro do processo do envelhecimento cuidar e acarinhar de forma a assegurar os aspectos sociais é de principal importância, para isso, hoje é necessário entender alguns pontos que vai de frente a estes aspectos.

 

A dignidade é fazer-se em respeito, que difere da caridade, solidariedade e assistência onde traz uma carga pesada de impossibilidades e independência, automaticamente colocamos o idoso neste contexto, um cenário de limitações que os tornam dependentes, um retrato de perdas de autonomias. O idoso é visto como um indivíduo de segunda espécie colocado à margem.

 

É importante entendermos a diferença sobre Autonomia e Independência para compreender a capacidade funcional do Idoso. A autonomia e a independência tem uma ligação direta com o realizar, a habilidade de realizar é o fazer sem o auxílio do outro, realizar as atividades da vida diária. A capacidade em se adaptar aos problemas diários e cotidianos faz com que o individuo se sinta e se torne participante de uma sociedade, ainda que neste contexto específico exista alguma limitação física ou mental. A autonomia é a capacidade que o indivíduo possui de tomar decisões e gerenciar a sua própria vida. Às vezes, mesmo dependente para algumas atividades diárias, pode e deve existir autonomia. A tomada de decisão.   

 

Para todos os aspectos sociais, é de principal importância, quando pensamos no processo de envelhecimento, é ter em mente, a qualidade de vida do idoso como base fundamental.

 

Para esta qualidade de vida é necessário pensar no estado físico, psicológico, nível de independência, relações sociais, meio ambiente, aspectos religiosos, a saúde, a educação e todos os outros parâmetros que afetam a vida humana. A qualidade de vida envolve as condições básicas e suplementares, pensando sempre no individuo uno, ou seja, em sua singularidade.

 

Para garantir uma boa qualidade de vida, é necessário pensar em hábitos saudáveis, cuidar bem do corpo, ter uma alimentação equilibrada, ter relacionamentos e estes saudáveis, ter tempo para o lazer e vários outros hábitos que façam o idoso se sentir bem, por isso a qualidade de vida, entra no importante e/ou principal aspecto social no processo do envelhecimento.

 

Como descrito no texto, é possível mensurar a importância dos aspectos sociais na vida do idoso, é de total importância o contato, o convívio, o acesso com o meio social como um todo, para ter o envelhecimento com qualidade de vida. Com o vinculo, ou melhor, com o cuidado para não perder o contato com o meio social, ou ajudar e/ou ensinar o idoso a se adaptar às mudanças, equilibrar suas limitações e potencialidades e manter suas relações sociais, evitando que se sintam sozinhos e deprimidos e aprendendo com isso ressiginificar suas habilidades no contexto social. Podemos entender como as relações sociais os vínculos familiares, amigos, grupos comunitários e redes de apoio são vitais para um melhor processo de envelhecimento. 

 

Por isso o contexto social vem como solução nas facilidades de se relacionar, no apoio familiar, no apoio dos amigos, na disponibilidade de tempo e em sua liberdade, tendo como resultado positivo como maior motivação para a vida, melhora a saúde mental, propicia hábitos saudáveis e favorece o funcionamento físico do corpo do idoso.

 

 A partir da dissertação acima, me permito a pensar, como estão os aspectos sociais do Idoso no Brasil de hoje, quando existe esta carta de direitos que é o Estatuto do Idoso que permite legalmente uma melhor capacidade funcional e aquiescer uma melhor qualidade de vida.

 

“é a classe dominante que impõe às pessoas idosas seu estatuto; mas o conjunto da população ativa se faz cúmplice dela” - Beauvoir (1990, p. 265)